Washington Caldas, Advogado

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C
Carlos Roberto Scorsi Junior
Comentário · há 2 anos
Essa realidade de combate as drogas é uma das grandes "fachadas" do mundo...deixando de lado a análise jurídica, pegando pela análise prática em todo o mundo agora: parece com o império do petróleo, pois há outras fontes de combustíveis que poderiam ter uso prático, mas os barões da indústria do petróleo barram esses avanços. Só conseguimos pensar que tem muitos peixes grandes lucrando alto com essa guerra as drogas, todo país tem os "monarcas". Os EUA e o Brasil perdem muitas vidas para o tráfico todos os anos, e todos sabem que essa guerra fortifica os traficantes, a droga rola solta na sociedade e só a população mesmo - o gado, que paga o pato com a violência gerada e milhões de lares/famílias destruídas ou arruinadas, vivendo um verdadeiro inferno com alguém viciado (a) dentro de casa. Nosso governo coloca imposto até no pãozinho que compramos...o quanto ele estaria arrecadando com imposto em cima de venda das drogas, caso fossem legalizadas?! O dinheiro está entrando de outro jeito para alguns...é mais ou menos como a porcaria do MST, que se fosse em um país sério, ou já teriam acabado com esse movimento de fachada, ou teriam obrigado a se tornarem uma pessoa jurídica para obrigá-los a responderem por seus atos. Voltando aos EUA e outros países de primeiro mundo: tecnologia para acabarem com as drogas eles possuem, mas vai saber se no fundo isso será vantajoso né; é tipo a indústria bélica nos EUA, que mesmo com massacres como o último em Las Vegas, jamais darão o braço a torcer contra essa indústria. A maioria dos políticos norte americanos nem se pronunciaram a respeito do massacre e a ligação direta com a forte tradição da indústria bélica. Agora esse "teatro": a família teve que implorar para poder cultivar a planta, mesmo provando que é para uso medicinal, e terão que fazê-lo sobre amplo controle das autoridades...enquanto isso, "do outro lado da rua", tem uma boca de fumo, e todos compram livremente... Não lembro agora se foi Canadá e Holanda que legalizaram o uso da maconha (e alguns estados americanos)...e são países com uma cultura invejável.
M
Marcelo de Melo Passos
Comentário · há 2 anos
Tomo a liberdade de criar um pouco de polêmica aqui nesse espaço, já que a decisão judicial também é polêmica. A política de repressão às drogas levada a efeito pelo Estado Brasileiro está falida. Esse modelo, importado do modelo norte-americano nunca rendeu resultados práticos, apenas fortaleceu as organizações criminosas envolvidas com o narcotráfico internacional e intra muros. Hoje, dezenas de países já descriminalizaram o uso terapêutico e recreativo da maconha, inclusive aqueles ditos civilizados. Não se pode olvidar que a pejotização e a marginalização do uso dessa erva relaciona-se intimamente ao seu uso haver sido introduzido pelos escravos. No século XIX somente escravos e a ralé usavam essa droga e isso subsiste até os dias de hoje, sendo a maconha tratada como droga de uso exclusivo pela parcela marginalizada da sociedade. Creio que deveríamos deixar de ser hipócritas ao abordar esses assuntos considerados Tabus pela Sociedade, visto que a mesma Sociedade criminaliza a maconha mas é complacente com o uso e abuso de álcool, outra droga que ceifa vidas e destrói famílias, com efeito psicoativo devastador. É inerente ao ser humano procurar por substâncias psicoativas na natureza a fim de mitigar o sofrimento, seja ele real ou psicológico e isso ocorre desde os tempos da antiguidade. Folhas de coca são mascadas pelos povos bolivianos, peruanos e colombianos a fim de amenizar os efeitos do frio e da fome. Ópio é inalado pelos orientais em suas famosas casas de massagens, dentre outros exemplos. O problema se torna social e extrapola o individual a partir do momento em que o homem concentra o principio ativo que a natureza oferece através de métodos químicos artificiais, a fim de provocar prazer extremo, o que ao final se revela como dor, em função do vício físico e/ou psicológico que acarreta, ao qual o indivíduo escravizado fará tudo para saciar, seja roubar ou até mesmo matar. É sabido cientificamente que um indivíduo sob o efeito do THC, princípio ativo da maconha, revela-se um sujeito passivo, até mesmo alienado, em função da alteração no funcionamento do SNC trazida pela droga. Em função disso, não creio ser o uso da maconha um problema de amplitude social que justifique a repressão do aparato policial do Estado. Indivíduos sob o efeito dessa droga não roubam, não matam, não assaltam, não praticam a violência, diferentemente daqueles sob efeito de estimulantes do SNC, tais como metanfetaminas, crack ou cocaína. Isto posto, deixando bem claro que não sou usuário ou partidário do uso recreativo da maconha, pugno pela descriminalização de seu uso, em quantidades moderadas, e até mesmo pela Estatização de sua produção, industrialização e comércio, nos mesmos moldes daqueles adotados pelo País irmão Uruguai, e que se registre todo aquele que deseje usar a droga sem sofrer repressão, a fim de que tais registrados sejam impedidos de possuir carteira de habilitação ou porte de arma, atividades que exigem clareza e destreza mental, enquanto perdurar sua condição de usuário.

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